quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"mamãe é freelancer"

Ser freelancer e ser mãe ao mesmo tempo é uma coisa surreal. Os horários podem até ser de madame, mas a vida, bem...

Hoje, no meio da correria doida, veio a idéia de fazer uma listinha:
  • Os pets do seu filho são os bichos da escola e os peixes do simulador de aquários do Facebook.
  • Você precisa sair correndo para comprar roupas quando recebe convite para algum programa com as amigas.
  • Você trabalha em casa, mas não consegue parar para fazer seu almoço, então faz o contrário do que todo mundo sonha: em vez de voltar do trabalho na hora do almoço para comer sua comida gostosinha em casa, pula seu almoço para o trabalho render e então para no caminho da escola para comer alguma coisa na praça de alimentação do shópi-cêntis da periferia - aquele mesmo, que é grudado no supermercado.
  • Sua área de serviço fica 100% (tempo e espaço!) com roupa pendurada.
  • O dia de faxina é um desespero: uma pessoa a mais dentro de casa, indo de lá pra cá, e a sua concentração vai pro beleléu. Depois que termina, começa outra guerra: desfazer os favores que Mary Help lhe fez na melhor das intenções (botar coisas "no lugar", o mais clássico desses "doces favores").
  • Sua diversão é brincar de fazendeira no Facebook.
  • Sua comunicação principal com o mundo são email e twitter. Facebook, só para os jogos.
  • Seus blogs enchem de teias!
  • Café da manhã no supermercado é a sua diversão. Depois de "curtir o momento" olhando beeeem de longe as capas das revistas (que nunca mudam ao longo dos anos) que ficam no setor de café, lá vai você para as gôndolas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

uso indevido do twitter

Nada como ser afobada. Em vez de deixar o blog aberto para usá-lo de forma decente, fico postando coisas enormes no twitter:


Myrna, twitter é jogo rápido, blablabla é no blog!!!!!! Da próxima vez, posto aqui e coloco link na minha timeline. Followers, I'm sorry!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alho negro

outro "Antes tarde do que nunca".

Desculpe, Marisa, não comentei no post porque planejava um negócio pirotécnico, mais caprichado etc. etc. Nah. Com essa escassez de tempo que me abate ultimamente, o negócio é não deixar o assunto esfriar... muito!

A gente ainda não se conhece pessoalmente, mas tem trocado figurinhas e umas piadas ácidas pelo twitter e também na blogosfera (BTW, faço do blog dela a minha referência culinária). E já deu para perceber que ela é A figura!

O Estadão, no caderno Paladar, publicou uma matéria sobre o alho negro que a Marisa Ono produz. Ela conta aqui. Tem um link para a matéria do Estadão e outro para o post sobre o alho negro.

A iguaria conta com o aval de Carlos Bertolazzi e Alex Atala. Querem mais? Então juntem-se a mim enquanto espero a inauguração da pousada em Ibiúna, com a cozinha sob o comando dela.

À Marisa, parabéns pelo sucesso de suas alquimias culinárias!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Parabéns, Jovem Nerd!

Eis um post da série "Antes tarde do que nunca".

O Jovem Nerd faturou o prêmio de blog do ano, YAAAAAYYYY
Mais um tempo de Nerdcast garantido :-)

E ontem, para comemorar (com atraso, obviamente), escutei dois programas: Nerdcast para Não-Humanos e Brinquedos dos Anos 80 - Parte 2.

A única parte triste do post é que eu descobri que o Alf, o ETeimoso...

... ouçam e descubram!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Jovem Nerd



Já escutaram Jovem Nerd? Engenheiros adoram. Aqui em casa são dois. Com carteirinha do CREA vencida, mas ainda engenheiros.

O Jovem Nerd e sua trupe são muito engraçados! Entendem até de coisas de velho hahahahaha! Umas semanas atrás, o assunto do podcast foi Silvio Santos. Teve I Guerra Mundial, coisas de pobre, coisas de rico, esta semana é Gengis Khan. Tudo muito bem estudado para rolar um programa interessante.

Votem nos meninos e garantam o caviar diário deles. Estou fazendo a propaganda para eles não falirem e a gente continuar tendo coisas boas e engraçadas para escutar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

lições da cozinha

Hoje foram duas:
(1) Amêndoas e avelãs não são intercambiáveis em receitas de cookies, mas manteiga e um ovo a mais podem ajudar se as amêndoas forem usadas.
(2) Bolo esponja não serve para falsos muffins feitos em formas de silicone com pouco uso. O fator chinês (= "Deixa a gordura aí onde está, vou cozinhar nessa panela de novo, mesmo!") é preponderante. Tenho três formas, uma delas mais nova que as outras duas. Pois essa fulana gulosa ficou com os fundos dos meus muffins!

Como vocês podem ver, ultimamente só dá cozinha aqui. Meu filho está de férias e eu, consequentemente, estou em regime fechado. Voltarei ao regime semi-Amélia sabe-se lá quando, por causa da prorrogação das férias devida à Influenza A (H1N1).

Nesses dias, preparei uns talos de verdura bem gostosos, meu filho está adorando. A receita é bem simples:
- refogue os talos ou vagens em óleo de canola, um pouco de óleo de gergelim torrado e bastante alho
- quando os talos ou as vagens perderem o gosto de cru, mas ainda estiverem crocantes, coloque mirin (saquê culinário licoroso) e shoyu. O mirin confere o sabor "umami", meio adocicado.

Os talos que usei foram de brócolis, de espinafre e de couve. Os de couve exigiram algo do tipo 4 vezes mais mirin que os outros, mas todos foram bem aceitos, melhor ainda que as folhas. As vagens que usei foram do tipo holandesa, mais fininha e mais dura, e ficaram muito boas também.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

falso muffin da Sil e falso capuccino

O Banana Cake da Sil tem rendido muitos filhotes por aqui. O mais recente e falsário é o banana muffin.

Faço assim: pego a receita do Banana Cake, distribuo 3 formas de muffin de silicone (4 cavidades grandes cada), polvilho com aquela mistura deliciosa de açúcar e canela e asso por uns 25 minutos.

Daí entra o detalhe: formas de silicone, se usadas conforme as instruções do fabricante, torram o bolo - pelo menos no forno de casa. Então eu faço o seguinte: na grelha mais baixa, coloco uma assadeira que obtura todo o fundo do forno, para o calor não bater em cheio no silicone. Na grelha de cima, as formas de silicone. Pronto.


O resultado é esse aí da foto:


Enquanto esperava os muffins assarem, bebi um capuccino emergencial. 1 xíc. leite + 1 col (chá) café solúvel + 2 col (chá) ovomaltine + 2 col (chá) da mistura de açúcar e canela que sobrou da cobertura dos muffins.

Assim eu aqueci a tarde com umas falsificações que ficaram bem gostosinhas. E também vi uma coisa inédita na minha cozinha: o pacote de canela em pó acabou antes do prazo de validade expirar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

britadeira ou batedeira?

(tirando as teias do blog com um post que estava pela metade)

Ainda estou com as mãos tremendo por causa da minha última aventura culinária: um bolo que foi batido em tempo récorde. O motivo? Batedeira nova.

É um causo meio longo, como tudo por aqui. Mas vamos lá.

Quando fui bater o bolo junino de aipim do post passado, na verdade detonei a minha batedeira de 10 anos de idade. A barra de margarina foi demais para a pobre. Daí fucei o supermercado e a internet para ver preços de batedeiras novas e cheguei à conclusão mais óbvia: mais barato trocar. E assim resolvi a primeira metade do problema, uma coisa para bater bolo mais rapidamente do que usando um fouet (= aquela coisa que virou o ícone da alta gastronomia).

Então parti para a segunda parte do problema: se alguma coisa entra, outra tem que sair, visto que a pressão e o volume de controle deverão permanecer inalterados. Mecânica dos fluidos incompressíveis. Peguei a minha topa-tudo, que já nem girarva mais, juntei os batedores e o suporte e coloquei ao lado dos latões de recicláveis, dentro de uma sacola, com o bilhete: "BATEDEIRA WALITA, PRECISA CONSERTAR". Os potes? Bom, esses eu mantive, pois o que entrou foram uma batedeira e seus batedores. A rigor, se fosse aplicar Bernoulli ao fluxo de batedeiras, deveria ter mantido também o suporte. Mas não servia para a nova e eu raramente uso aquele negócio. Talvez algum dia descreva, em algum post, o que acontece entre mim e uma batedeira montada no suporte. É bem engraçado.

Imagino que a sacola tenha ficado lá uns 5 minutos, no máximo. Tem dias em que os funcionários do condomínio não deixam as coisas nem tocarem no chão, já guardam. Quando a gente oferece, é bem comum as pessoas fazerem ** doce - querem só se estiver na caixa e dentro da garantia, com NF e tudo o mais. Mas a emoção da "descoberta" de uma "boiada" faz as pessoas enxergarem com outros olhos esses itens que precisam de pequenos reparos.

Bom, depois parti para o novo bolo. Ingredientes separados, comecei batendo as claras em neve. Tomei um coice logo de cara, *&!@%¨%$$!&* para quê tanta potência num gadget doméstico??

As claras ficaram ótimas bem rapidinho. Daí já olhei torto para a tigela com a margarina e o açúcar, prevendo o que iria acontecer: uma rajada de pedaços de margarina cobertos de açúcar, voando cozinha afora. Felizmente nenhum grudou no teto. Na hora da farinha, uma pequena nuvem que, depois de assentada, conferiu uma aparência polar à pia e ao Joachim, o abominável monstro que lá reside.

O bolo ficou muito bom, mas preciso me acostumar com essa batedeira nova. Coisa mais ignorante. Se a batedeira de 300 W faz isso, o que será que acontece quando se liga aquela centrífuga de 700 W? Ou aquele tudo-em-um de 1400 W, que vem inclusive com um espremedor de laranja (HAHAHAHAHAHA)?

Ou as nossas avós batiam no Mike Tyson com o mindinho, ou o mulherio moderno anda preocupado demais com as unhas. Particularmente, eu acho que esses eletrodomésticos com potência exagerada ainda vão arrancar muitos dedos e matar muitas empregadas Brasil afora.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

bolo junino de aipim

A festa junina da escola do meu filho se aproxima. Para que as comidinhas sejam gratuitas, cada família leva salgado, doce e bebida na medida dos seus convidados.

Em japonês, chama-se mochiori, chuto que seja algo "como leve e coloque lá" no sentido literal. E reza a boa regra de comportamento subliminar japonês (pode-se chamar isso de etiqueta?) que cada mulher deve levar comida suficiente para o dobro do total de convidados da festa e mais um pouco, só para garantir. Menos que isso é a vergonha suprema, porque todo mundo tem que levar depois um prato para casa com um pouco de cada coisa. Já pensou se não tem do seu?

Filosofia de banheiro à parte, hoje estou fazendo a comida para a festinha. Não vou levar convidados, porque simplesmente TODOS estarão nas festas juninas dos filhos KKKKKKK Mas, e aí, levo um sanduba de pão de forma, um marmitex e quatro suquinhos de caixinha? (O marmitex e três caixinhas de suco para o filho e o resto para mim, se sobrar.) Bem, toda mulher tem seu lado japonês. Felizmente, no caso da brasileira, não precisa ser suficiente para sobrar, mas para todo mundo experimentar um tiquinho.

Bom, para arrasar na festinha, resolvi fazer a minha receita mais sofisticada e trabalhosa de bolo - o bolo junino de aipim. E como eu amo as minhas amigas, vou compartilhar esse segredo. Lá vai:

1 pacote de mistura para bolo Dona Benta sabor aipim
1 vidro de leite de coco

Troque parte do leite da receita indicada na embalagem pelo leite de coco, asse em 2 formas para bolo inglês em forno bem baixinho, até o palito sair seco do bolo.

Como assim, só isso?

sábado, 23 de maio de 2009

Arroz de china versão HR

Eu ia colocar só um comentário lá no arroz de china das Cinderelas, mas ia ficar meio grande, então vou escrever aqui.

Hoje fiz uma versão Hebert Richers do arroz de china. Mas a história começa um pouco antes de ligar o fogo para fazer esse prato.

Ontem à noite, lavei um maço de brócolis, já com segundas intenções, de olho nos talos. Mas estava com tanto sono que resolvi descartar os talos dele, então apenas lavei, desinfetei com aquelas gotinhs de cloro, escorri, cobri e... fui tirar um cochilo.

Às 7 da manhã, o despertador do meu marido me tira do cochilo e eu continuo o que estava fazendo. Felizmente o brócolis não tinha estragado, embora tenha amarelado metade das flores.

:-(

Dei de ombros e continuei, fervi uma panela d´água e escaldei.

Depois peguei o maço de espinafre, lavei as folhas, guardei metade para fazer um pão e escaldei a outra na mesma água do brócolis. Dessa vez, aproveitei os talos: piquei feito vagem e reservei. Reservei também a água do escaldamento das verduras.

Então, aqui começa a versão RH do arroz de china: botei 3 linguiças toscanas sem a casca, picadas, numa panela antiaderente e esperei soltar gordura. Daí coloquei uma cebola. Quando a cebola ficou dourada, coloquei 1 copo de arroz cateto (vulgo arroz japonês) de grãos longos. Quando o refogado ficou mais seco, joguei os talos de espinafre picados, esperei o arroz começar a estalar um pouco e joguei uma pomarola, daquelas de embalagem de saquinho.

Medi quantas conchas de água cabiam no copo, então adicionei ao refogado o equivalente a 1 copo e meio da água das verduras, fechei a panela e fui pendurar a roupa no varal. Voltei, dei uma mexida para desgrudar e continuei o preparo à moda de risoto, adicionando uma concha por vez (acrescentei 3), até ficar cremoso e com arroz al dente. Então desliguei o fogo.

Mas espere, não se trata de conto de fadas, é uma novela de Sylvio de Abreu mesmo: tem dois finais, os dois satisfatórios.

1o final: amassei um polenguinho com o garfo num prato, depois me servi do arroz de china RH. Ficou bem gostoso, o polenguinho acrescenta a gordurinha de finalização e dá um sabor suave, quase de creme de leite.

2o final: metade do tradicional. Enquanto esperava o polenguinho derreter um pouco com o calor do risoto recém-preparado, adicionei 2 col. sopa de manteiga ao arroz, mas não o queijo parmesão ralado. Ficou com jeitão de risoto.