A festa junina da escola do meu filho se aproxima. Para que as comidinhas sejam gratuitas, cada família leva salgado, doce e bebida na medida dos seus convidados.
Em japonês, chama-se mochiori, chuto que seja algo "como leve e coloque lá" no sentido literal. E reza a boa regra de comportamento subliminar japonês (pode-se chamar isso de etiqueta?) que cada mulher deve levar comida suficiente para o dobro do total de convidados da festa e mais um pouco, só para garantir. Menos que isso é a vergonha suprema, porque todo mundo tem que levar depois um prato para casa com um pouco de cada coisa. Já pensou se não tem do seu?
Filosofia de banheiro à parte, hoje estou fazendo a comida para a festinha. Não vou levar convidados, porque simplesmente TODOS estarão nas festas juninas dos filhos KKKKKKK Mas, e aí, levo um sanduba de pão de forma, um marmitex e quatro suquinhos de caixinha? (O marmitex e três caixinhas de suco para o filho e o resto para mim, se sobrar.) Bem, toda mulher tem seu lado japonês. Felizmente, no caso da brasileira, não precisa ser suficiente para sobrar, mas para todo mundo experimentar um tiquinho.
Bom, para arrasar na festinha, resolvi fazer a minha receita mais sofisticada e trabalhosa de bolo - o bolo junino de aipim. E como eu amo as minhas amigas, vou compartilhar esse segredo. Lá vai:
1 pacote de mistura para bolo Dona Benta sabor aipim
1 vidro de leite de coco
Troque parte do leite da receita indicada na embalagem pelo leite de coco, asse em 2 formas para bolo inglês em forno bem baixinho, até o palito sair seco do bolo.
Como assim, só isso?
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Sábado, 23 de Maio de 2009
Arroz de china versão HR
Eu ia colocar só um comentário lá no arroz de china das Cinderelas, mas ia ficar meio grande, então vou escrever aqui.
Hoje fiz uma versão Hebert Richers do arroz de china. Mas a história começa um pouco antes de ligar o fogo para fazer esse prato.
Ontem à noite, lavei um maço de brócolis, já com segundas intenções, de olho nos talos. Mas estava com tanto sono que resolvi descartar os talos dele, então apenas lavei, desinfetei com aquelas gotinhs de cloro, escorri, cobri e... fui tirar um cochilo.
Às 7 da manhã, o despertador do meu marido me tira do cochilo e eu continuo o que estava fazendo. Felizmente o brócolis não tinha estragado, embora tenha amarelado metade das flores.
Dei de ombros e continuei, fervi uma panela d´água e escaldei.
Depois peguei o maço de espinafre, lavei as folhas, guardei metade para fazer um pão e escaldei a outra na mesma água do brócolis. Dessa vez, aproveitei os talos: piquei feito vagem e reservei. Reservei também a água do escaldamento das verduras.
Então, aqui começa a versão RH do arroz de china: botei 3 linguiças toscanas sem a casca, picadas, numa panela antiaderente e esperei soltar gordura. Daí coloquei uma cebola. Quando a cebola ficou dourada, coloquei 1 copo de arroz cateto (vulgo arroz japonês) de grãos longos. Quando o refogado ficou mais seco, joguei os talos de espinafre picados, esperei o arroz começar a estalar um pouco e joguei uma pomarola, daquelas de embalagem de saquinho.
Medi quantas conchas de água cabiam no copo, então adicionei ao refogado o equivalente a 1 copo e meio da água das verduras, fechei a panela e fui pendurar a roupa no varal. Voltei, dei uma mexida para desgrudar e continuei o preparo à moda de risoto, adicionando uma concha por vez (acrescentei 3), até ficar cremoso e com arroz al dente. Então desliguei o fogo.
Mas espere, não se trata de conto de fadas, é uma novela de Sylvio de Abreu mesmo: tem dois finais, os dois satisfatórios.
1o final: amassei um polenguinho com o garfo num prato, depois me servi do arroz de china RH. Ficou bem gostoso, o polenguinho acrescenta a gordurinha de finalização e dá um sabor suave, quase de creme de leite.
2o final: metade do tradicional. Enquanto esperava o polenguinho derreter um pouco com o calor do risoto recém-preparado, adicionei 2 col. sopa de manteiga ao arroz, mas não o queijo parmesão ralado. Ficou com jeitão de risoto.
Hoje fiz uma versão Hebert Richers do arroz de china. Mas a história começa um pouco antes de ligar o fogo para fazer esse prato.
Ontem à noite, lavei um maço de brócolis, já com segundas intenções, de olho nos talos. Mas estava com tanto sono que resolvi descartar os talos dele, então apenas lavei, desinfetei com aquelas gotinhs de cloro, escorri, cobri e... fui tirar um cochilo.
Às 7 da manhã, o despertador do meu marido me tira do cochilo e eu continuo o que estava fazendo. Felizmente o brócolis não tinha estragado, embora tenha amarelado metade das flores.
:-(
Dei de ombros e continuei, fervi uma panela d´água e escaldei.
Depois peguei o maço de espinafre, lavei as folhas, guardei metade para fazer um pão e escaldei a outra na mesma água do brócolis. Dessa vez, aproveitei os talos: piquei feito vagem e reservei. Reservei também a água do escaldamento das verduras.
Então, aqui começa a versão RH do arroz de china: botei 3 linguiças toscanas sem a casca, picadas, numa panela antiaderente e esperei soltar gordura. Daí coloquei uma cebola. Quando a cebola ficou dourada, coloquei 1 copo de arroz cateto (vulgo arroz japonês) de grãos longos. Quando o refogado ficou mais seco, joguei os talos de espinafre picados, esperei o arroz começar a estalar um pouco e joguei uma pomarola, daquelas de embalagem de saquinho.
Medi quantas conchas de água cabiam no copo, então adicionei ao refogado o equivalente a 1 copo e meio da água das verduras, fechei a panela e fui pendurar a roupa no varal. Voltei, dei uma mexida para desgrudar e continuei o preparo à moda de risoto, adicionando uma concha por vez (acrescentei 3), até ficar cremoso e com arroz al dente. Então desliguei o fogo.
Mas espere, não se trata de conto de fadas, é uma novela de Sylvio de Abreu mesmo: tem dois finais, os dois satisfatórios.
1o final: amassei um polenguinho com o garfo num prato, depois me servi do arroz de china RH. Ficou bem gostoso, o polenguinho acrescenta a gordurinha de finalização e dá um sabor suave, quase de creme de leite.
2o final: metade do tradicional. Enquanto esperava o polenguinho derreter um pouco com o calor do risoto recém-preparado, adicionei 2 col. sopa de manteiga ao arroz, mas não o queijo parmesão ralado. Ficou com jeitão de risoto.
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
it´s just a fall clean for the May queen
Paródias do Led Zeppelin à parte, hoje foi dia de limpeza.
Comecei por roupas e sapatos da década retrasada. Botei em sacolaS (deu 3) e deixei no porta-malas do carro para levar à campanha do agasalho.
Daí abri a geladeira. Tinha uma galera fazendo rave na gaveta de vegetais: salsinha, chuchu, pepinos estavam em suas respectivas piscinas IRGH! Ainda bem que os sacos não estavam furados. Nos potinhos dos andares superiores, abobrinha centenária e salada sexagenária trocavam receitas de tricô. Ainda ficou lá uma alface aparentemente boa, ovos, orkuts - oops, iorgutch... não, não iogurrrrte! E também abobrinha refogada do domingo, essa está ótima ainda. E tudo voltou ao normal na geladeira, voltou a fazer eco eco eco eco lá dentro.
Bom, o item mais prazeroso dessa limpeza: um trabalho aborrecido.
E agora eu vou contar, em versão vintage, como é que eu acabo caindo nas arapucas que eu mesma armo. Veja só:
[Hip-hip-kundeee!] Será que você poderia traduzir esse manual em máquina de escrever usando papel de seda tamanho B5, com margem?
[euzinha] Ah, puxa, que pena, só posso pegar trabalho do dia X em diante.
[Hip-hip-kundeee!] Excelente, nesse dia mesmo está programado o início da revisão! Faz pra mim?
[O.o sucker] Ok, pode contar comigo
[Hip-hip-kundeee!] Obrigado! Te mando em 3 vias, faça a correção na primeira e escreva bem forte, porque precisa pegar o carbono. Ah, você tem carbono, né? O primeiro é azul e o segundo é vermelho. E a caneta tem que ser verde.
QUEEEEM MANDOU????
Bem feito! Merece a revisão e mais 9 chibatadas, mais sal. Acho que da próxima vez eu não vou mais mentir. Já pensou? "Não quero essa joça nem pintada de ouro. Para variar um pouco, será que você não tem nada menos burocrático?"
É a tal história, a vida tá ruim? Aceita uma revisão! É como o bode na sala... depois de mandar embora, a vida parece bem melhor, mas trata-se do mesmo abacaxi com casca de sempre.
Bem, hoje a minha fall clean terminou, mandei o bode embora. Mas semana que vem é capaz de voltar falando "Sucker, I´m back!"
Comecei por roupas e sapatos da década retrasada. Botei em sacolaS (deu 3) e deixei no porta-malas do carro para levar à campanha do agasalho.
Daí abri a geladeira. Tinha uma galera fazendo rave na gaveta de vegetais: salsinha, chuchu, pepinos estavam em suas respectivas piscinas IRGH! Ainda bem que os sacos não estavam furados. Nos potinhos dos andares superiores, abobrinha centenária e salada sexagenária trocavam receitas de tricô. Ainda ficou lá uma alface aparentemente boa, ovos, orkuts - oops, iorgutch... não, não iogurrrrte! E também abobrinha refogada do domingo, essa está ótima ainda. E tudo voltou ao normal na geladeira, voltou a fazer eco eco eco eco lá dentro.
Bom, o item mais prazeroso dessa limpeza: um trabalho aborrecido.
E agora eu vou contar, em versão vintage, como é que eu acabo caindo nas arapucas que eu mesma armo. Veja só:
[Hip-hip-kundeee!] Será que você poderia traduzir esse manual em máquina de escrever usando papel de seda tamanho B5, com margem?
[euzinha] Ah, puxa, que pena, só posso pegar trabalho do dia X em diante.
[Hip-hip-kundeee!] Excelente, nesse dia mesmo está programado o início da revisão! Faz pra mim?
[O.o sucker] Ok, pode contar comigo
[Hip-hip-kundeee!] Obrigado! Te mando em 3 vias, faça a correção na primeira e escreva bem forte, porque precisa pegar o carbono. Ah, você tem carbono, né? O primeiro é azul e o segundo é vermelho. E a caneta tem que ser verde.
QUEEEEM MANDOU????
Bem feito! Merece a revisão e mais 9 chibatadas, mais sal. Acho que da próxima vez eu não vou mais mentir. Já pensou? "Não quero essa joça nem pintada de ouro. Para variar um pouco, será que você não tem nada menos burocrático?"
É a tal história, a vida tá ruim? Aceita uma revisão! É como o bode na sala... depois de mandar embora, a vida parece bem melhor, mas trata-se do mesmo abacaxi com casca de sempre.
Bem, hoje a minha fall clean terminou, mandei o bode embora. Mas semana que vem é capaz de voltar falando "Sucker, I´m back!"
Sábado, 9 de Maio de 2009
suco de maracujá
Receitinha bem simples.
Primeiro, lavo o maracujá em água corrente, se o Joachim deixar.
Olha só, todos os copos de canudinho do meu filho estão aqui para lavar... vou dar um jeitinho neles antes de fazer o suco.
Mas onde está o escorredor de louça??? Ah, sim, botei em cima da secadora de roupas (desligada!), a fim de abrir espaço para a máquina de pães ontem à noite. Vou pegar.
Ah, mas tem que guardar a louça que está em cima. Pelo menos já está seca. Mas que burocracia... vou antes lavar a jarra do mixer para poder fazer o suco.
Já que peguei na esponja e aproveitando o espaço livre na pia, dou uma lavadinha, coloco uma bacia limpa e aproveito para lavar mais peças plásticas e escorrê-las junto com a jarra.
OK, jarra lavada. Que bom que tinha a bacia para escorrer as coisas, acabei lavando a peneira também, junto com otras cositas mas.
Mas onde eu estava? Ah, sim, maracujá lavado, jarra limpa, vou pegar o açúcar.
????
Cadê os açucareiros? (de açúcar branco e de mascavo)
Ah! A lava-louça está cheia de louça lavada, inclusive os dois açucareiros, que nada mais são que os vidros de geléia mais bonitinhos do ano passado.
Já que abri a lava-louça, guardo tudo. Aproveitando o embalo, guardo as peças limpas do escorredor também.
Mas que louça judiada! Esses pratos estão podres, com falhas no vitrificado, começando a esfarelar. Perigoso isso! Melhor trocá-los... 10 anos de uso, tá na hora, não? Ah, se fossem os da minha avó, não teriam estragado tão rápido. Principalmente porque não teriam passado pela lava-louça, hihihi!
Comprar louça? Nah! Ganhei tantos pratos no casamento, guardados há 10 anos, é para isso que estão lá! Aproveitando a máquina vazia, coloco 6 pratos de sopa, 6 grandes e 6 de sobremesa para lavar. E para não entulhar, vou tirar os jogos lascados do armário, assim já fica o espaço para a louça "nova".
Ah, nossa, as xícaras, quase me esqueci de trocá-las também. 6 xícaras e 6 pires "novos", contra 5 xícaras e 8 pires, hahaha!
Mas o que eu vim fazer na cozinha mesmo?
AAAAAHHH, um maracujá lavado! Eu estava fazendo suco.
Agora deixa pegar o açúcar... damn, os vidros estão vazios. Bora enchê-los. Aproveito e uso o açúcar direto do saco para o suco, assim o açúcar do vidro dura mais tempo.
Ah, o escorredor está vazio e no lugar. Agora posso lavar os copos de canudinho.
Bom, jarra, copos e peneira lavados, açúcar à mão, bora fazer o suco.
Corto o maracujá, jogo a polpa na jarra, água e açúcar, brrrrrrrr, experimento para ver se está OK, completa a água e experimento de novo para confirmar. Perfeito.
Nada mais simples!
Primeiro, lavo o maracujá em água corrente, se o Joachim deixar.
Olha só, todos os copos de canudinho do meu filho estão aqui para lavar... vou dar um jeitinho neles antes de fazer o suco.
Mas onde está o escorredor de louça??? Ah, sim, botei em cima da secadora de roupas (desligada!), a fim de abrir espaço para a máquina de pães ontem à noite. Vou pegar.
Ah, mas tem que guardar a louça que está em cima. Pelo menos já está seca. Mas que burocracia... vou antes lavar a jarra do mixer para poder fazer o suco.
Já que peguei na esponja e aproveitando o espaço livre na pia, dou uma lavadinha, coloco uma bacia limpa e aproveito para lavar mais peças plásticas e escorrê-las junto com a jarra.
OK, jarra lavada. Que bom que tinha a bacia para escorrer as coisas, acabei lavando a peneira também, junto com otras cositas mas.
Mas onde eu estava? Ah, sim, maracujá lavado, jarra limpa, vou pegar o açúcar.
????
Cadê os açucareiros? (de açúcar branco e de mascavo)
Ah! A lava-louça está cheia de louça lavada, inclusive os dois açucareiros, que nada mais são que os vidros de geléia mais bonitinhos do ano passado.
Já que abri a lava-louça, guardo tudo. Aproveitando o embalo, guardo as peças limpas do escorredor também.
Mas que louça judiada! Esses pratos estão podres, com falhas no vitrificado, começando a esfarelar. Perigoso isso! Melhor trocá-los... 10 anos de uso, tá na hora, não? Ah, se fossem os da minha avó, não teriam estragado tão rápido. Principalmente porque não teriam passado pela lava-louça, hihihi!
Comprar louça? Nah! Ganhei tantos pratos no casamento, guardados há 10 anos, é para isso que estão lá! Aproveitando a máquina vazia, coloco 6 pratos de sopa, 6 grandes e 6 de sobremesa para lavar. E para não entulhar, vou tirar os jogos lascados do armário, assim já fica o espaço para a louça "nova".
Ah, nossa, as xícaras, quase me esqueci de trocá-las também. 6 xícaras e 6 pires "novos", contra 5 xícaras e 8 pires, hahaha!
Mas o que eu vim fazer na cozinha mesmo?
AAAAAHHH, um maracujá lavado! Eu estava fazendo suco.
Agora deixa pegar o açúcar... damn, os vidros estão vazios. Bora enchê-los. Aproveito e uso o açúcar direto do saco para o suco, assim o açúcar do vidro dura mais tempo.
Ah, o escorredor está vazio e no lugar. Agora posso lavar os copos de canudinho.
Bom, jarra, copos e peneira lavados, açúcar à mão, bora fazer o suco.
Corto o maracujá, jogo a polpa na jarra, água e açúcar, brrrrrrrr, experimento para ver se está OK, completa a água e experimento de novo para confirmar. Perfeito.
Nada mais simples!
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
anjos
Hoje o dia não foi dos melhores. O filho acordou de madrugada com algum incômodo misterioso e dormiu lá pelas tantas. Aparentemente um minuto depois dessas tantas, mas na verdade decorridas umas 2 ou 3 horas, abro os olhos e lá estou na cama dele. Ele percebe, me olha e fala "arroz"... depois muda de idéia e pede petit suisse. Como não tinha na geladeira, fiz uma contra-proposta, que foi aceita de imediato: leitinho. E assim, poucos instantes depois de terminar um dia, começou o outro.
Bem, constatada a falta do petit suisse, fui ao mercado à tarde. Aproveitei para fazer a lista completa, visto que amanhã é MH Day (mais essa). Fiz as compras empurrando o carrinho e arrastando o espírito, depois de almoçar bem tarde os restos do restaurante por peso. Não compreendo como é que ainda tento pegar peixe nesses restaurantes, que horrível. Escamas e espinhos, peixe frio e com gosto de passado. Espero que não seja eu a passar mal hoje à noite.
Mas voltando ao mercado, como sempre, alguma coisa além da lista acabou entrando no carrinho. Promoções de coisas de consumo certo aqui em casa. O resultado foi um número de volumes maior que o permitido nos caixas rápidos. Procurei a menor fila e entrei.
Como de costume, puxei um papinho com a operadora. Desta vez dei sorte, a moça era extremamente simpática e prestativa. Nem parecia ser funcionária de supermercado, conversava em português correto, assuntos amenos, palavras amáveis. No fim da compra, cujo valor, assim como o volume, não condizia com o caixa rápido, ela me diz que ganhei um selo da promoção. "Que legal", pensei, "agora faltam só mais uns 30". Sorri, agradeci e comentei que o que eu costumo comprar não "rende" muitos selos. Então ela sorri, anota no cupom fiscal que já me entregou o meu selo e então me entrega... 64 selos! O suficiente para quase 2 cartelas.
Dias como este fazem pensar, por onde andam os anjos hoje em dia? Bem, posso dizer que um deles trabalha no supermercado, no caixa, e está procurando carrinhos que reboquem espíritos que se enroscaram neles de alguma forma, dando um jeito para que as pessoas ainda se sintam gente. Não com prêmios da Loto ou Mega Sena, nem com carro 0 km, tampouco com aviõezinhos de dinheiro atirados por um cara de boa lábia usando peruca do Jaça. Com pequenos alentos na hora exata.
Ou, por outro lado, deve haver algum deles salvando vidas sem que as vítimas sequer se deem conta do ocorrido. Deve haver muitos outros por aí, mas quase nunca estamos abertos o suficiente para enxergá-los.
Agora, com os óculos espirituais limpos e oxigênio extra, vou afundar de novo na rotina. See ya!
Bem, constatada a falta do petit suisse, fui ao mercado à tarde. Aproveitei para fazer a lista completa, visto que amanhã é MH Day (mais essa). Fiz as compras empurrando o carrinho e arrastando o espírito, depois de almoçar bem tarde os restos do restaurante por peso. Não compreendo como é que ainda tento pegar peixe nesses restaurantes, que horrível. Escamas e espinhos, peixe frio e com gosto de passado. Espero que não seja eu a passar mal hoje à noite.
Mas voltando ao mercado, como sempre, alguma coisa além da lista acabou entrando no carrinho. Promoções de coisas de consumo certo aqui em casa. O resultado foi um número de volumes maior que o permitido nos caixas rápidos. Procurei a menor fila e entrei.
Como de costume, puxei um papinho com a operadora. Desta vez dei sorte, a moça era extremamente simpática e prestativa. Nem parecia ser funcionária de supermercado, conversava em português correto, assuntos amenos, palavras amáveis. No fim da compra, cujo valor, assim como o volume, não condizia com o caixa rápido, ela me diz que ganhei um selo da promoção. "Que legal", pensei, "agora faltam só mais uns 30". Sorri, agradeci e comentei que o que eu costumo comprar não "rende" muitos selos. Então ela sorri, anota no cupom fiscal que já me entregou o meu selo e então me entrega... 64 selos! O suficiente para quase 2 cartelas.
Dias como este fazem pensar, por onde andam os anjos hoje em dia? Bem, posso dizer que um deles trabalha no supermercado, no caixa, e está procurando carrinhos que reboquem espíritos que se enroscaram neles de alguma forma, dando um jeito para que as pessoas ainda se sintam gente. Não com prêmios da Loto ou Mega Sena, nem com carro 0 km, tampouco com aviõezinhos de dinheiro atirados por um cara de boa lábia usando peruca do Jaça. Com pequenos alentos na hora exata.
Ou, por outro lado, deve haver algum deles salvando vidas sem que as vítimas sequer se deem conta do ocorrido. Deve haver muitos outros por aí, mas quase nunca estamos abertos o suficiente para enxergá-los.
Agora, com os óculos espirituais limpos e oxigênio extra, vou afundar de novo na rotina. See ya!
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Mary Help de casa nova
Depois de muitas sugestões da Martina, Mary Help se mudou para blog próprio. Confiram, é o Mary Help Days (link aqui à esquerda, ó!) E agora que tem seu cantinho, vai levar consigo mais da metade dos meus updates do Twitter.
De tabela, o abominável monstro da pia se mudou para lá também, meio a contragosto, pois morre de medo de Mary Help. E nessa, descobri que ele é alemão e tem nome: Joachim.
MH deixou umas coisas aqui, mas vai pegar depois e levar uma cópia para a casa nova. O original eu não vou deixar levar! Talvez Joachim também leve alguma coisa, mas as fotos ficam também. Afinal de contas, vivo reclamando, mas eu gostcho deles!
Novos episódios meus, sempre às quartas, que é o meu dia Roberto Carlos ("são tantas emoções!"). Flashbacks estilo Lost em dias aleatórios, podendo ser capítulos regulares ou extras do DVD.
Agora, bora beber, porque além da mudança da MH, este aqui é o post número 100!
De tabela, o abominável monstro da pia se mudou para lá também, meio a contragosto, pois morre de medo de Mary Help. E nessa, descobri que ele é alemão e tem nome: Joachim.
MH deixou umas coisas aqui, mas vai pegar depois e levar uma cópia para a casa nova. O original eu não vou deixar levar! Talvez Joachim também leve alguma coisa, mas as fotos ficam também. Afinal de contas, vivo reclamando, mas eu gostcho deles!
Novos episódios meus, sempre às quartas, que é o meu dia Roberto Carlos ("são tantas emoções!"). Flashbacks estilo Lost em dias aleatórios, podendo ser capítulos regulares ou extras do DVD.
Agora, bora beber, porque além da mudança da MH, este aqui é o post número 100!
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
uma noite Hebert Richers
Quando a gente assiste aos filmes da Sessão da Tarde (será que ainda existe?), depois da abertura e antes do filme propriamente dito, vem aquela voz grossona dizendo "versão brasileira: Hebert Richers". E me lembrei disso enquanto estava na cozinha.
Ai ai... depois do April Fools, uma noite Hebert Richers. Mas como perguntou a Martina, pelo twitter, o que é tem Hebert Richers? E por que as Cinderelas de Apartamento vão querer me matar depois disso? Ah, é que eu entrei na cozinha com pouco tempo, ingredientes prestes a vencer e vontade de comer doce.
Daí nasceram as versões brasileiras dos tacos da Meli e do pão australiano da Martina - verdadeiros atentados à gastronomia!
Primeiro o pão da Martina: botei na máquina e apertei o botão, no programa de pães doces. 3h 20 min. Ah, minto, não era 100% o pào da martina, era 90%, pois troquei o chocolate por cacau.
Entrementes, os tacos da Meli: não foram tacos, pois não encontrei tacos aqui perto. Foram wraps com massa de panqueca fria industrializada: Rap10, versão light. Pior ainda, fiz a machaca com 2 embalagens de Pomarola no lugar do extrato de tomate e dos 4 tomates frescos. E com fraldinha. Ahá, mas o cominho era orgânico e a pimenta, moída na hora, nem tudo estava perdido.
O mais terrível foi o preparo da machaca, ao autêntico estilo Mary Help: abri as embalagens de pomarola, joguei na panela de pressão. Depois coloquei os temperos, a carne, tampei a panela e só então acendi o fogo. Parece até o miojo dela, exceto pela tampa. Uma hora depois, abri a panela e estava lá a fraldinha bem cozidinha, em meio a uma imensidão de pomarola. Tudo bem, nada que uma boa escumadeira não resolvesse. Pesquei a carne, desfiei num prato e coloquei na minha panelinha predileta. Depois pesquei os temperos, coloquei com a carne e sequei por uns 15 minutos. Enquanto isso, preparei o sour cream com nata (hummm), lavei a alface e piquei os tomates. Pronto. Será?
Pronto nada! Experimentei a carne (já enrolando em Rap10, tamanha a fome, à meia-noite e meia) e percebi que havia me esquecido do sal. Tãhr! E salzinho aqui, salzinho ali, foi pegando um sabor bom. Uma pitada de pimenta calabresa acabou indo também.
E não é que ficou bom? Meli, sua receita de machaca sobreviveu ao jeito Mary Help de cozinhar!!! Acabei comendo 3 wraps de machaca, sour cream, tomate e alface. E pimentinha! Hummm! Só não coloquei cheddar porque não é exatamente o campeão da preferência de casa. Agora falta agora ir buscar taco shells num lugar que eu sei que tem. Mas acho que precisarei fazer umas economias antes, nos próximos 2 meses não vai dar, hohoho!
Ah, sim, e o pão? Bem... bom... ehehe... ficou "meio" firme, "meio" cru. Maldito programa de pães doces, deveria ter feito no programa de sempre. Ou ter só batido a massa na máquina e assado no bom e velho forno convencional. Essa receita não sobrevive à Mary Help. Requer mãos boas, coisa que nem eu e nem a máquina temos. Ou será que foi o chocolate? KKK
Mas nem tudo está perdido, dá umas rabanadas bem gostosas. Mergulha no ovo batido com leite (ou com vinho), frita, polvilha açúcar e canela. Já fiz isso com um pão australiano do supermercado, que era incrivelmente parecido com o meu pão desandado, e ficou uma delícia.
Agora com licença, vou entrar no meu abrigo anti-míssil e esperar passar o ataque vindo de PoA!
Ai ai... depois do April Fools, uma noite Hebert Richers. Mas como perguntou a Martina, pelo twitter, o que é tem Hebert Richers? E por que as Cinderelas de Apartamento vão querer me matar depois disso? Ah, é que eu entrei na cozinha com pouco tempo, ingredientes prestes a vencer e vontade de comer doce.
Daí nasceram as versões brasileiras dos tacos da Meli e do pão australiano da Martina - verdadeiros atentados à gastronomia!
Primeiro o pão da Martina: botei na máquina e apertei o botão, no programa de pães doces. 3h 20 min. Ah, minto, não era 100% o pào da martina, era 90%, pois troquei o chocolate por cacau.
Entrementes, os tacos da Meli: não foram tacos, pois não encontrei tacos aqui perto. Foram wraps com massa de panqueca fria industrializada: Rap10, versão light. Pior ainda, fiz a machaca com 2 embalagens de Pomarola no lugar do extrato de tomate e dos 4 tomates frescos. E com fraldinha. Ahá, mas o cominho era orgânico e a pimenta, moída na hora, nem tudo estava perdido.
O mais terrível foi o preparo da machaca, ao autêntico estilo Mary Help: abri as embalagens de pomarola, joguei na panela de pressão. Depois coloquei os temperos, a carne, tampei a panela e só então acendi o fogo. Parece até o miojo dela, exceto pela tampa. Uma hora depois, abri a panela e estava lá a fraldinha bem cozidinha, em meio a uma imensidão de pomarola. Tudo bem, nada que uma boa escumadeira não resolvesse. Pesquei a carne, desfiei num prato e coloquei na minha panelinha predileta. Depois pesquei os temperos, coloquei com a carne e sequei por uns 15 minutos. Enquanto isso, preparei o sour cream com nata (hummm), lavei a alface e piquei os tomates. Pronto. Será?
Pronto nada! Experimentei a carne (já enrolando em Rap10, tamanha a fome, à meia-noite e meia) e percebi que havia me esquecido do sal. Tãhr! E salzinho aqui, salzinho ali, foi pegando um sabor bom. Uma pitada de pimenta calabresa acabou indo também.
E não é que ficou bom? Meli, sua receita de machaca sobreviveu ao jeito Mary Help de cozinhar!!! Acabei comendo 3 wraps de machaca, sour cream, tomate e alface. E pimentinha! Hummm! Só não coloquei cheddar porque não é exatamente o campeão da preferência de casa. Agora falta agora ir buscar taco shells num lugar que eu sei que tem. Mas acho que precisarei fazer umas economias antes, nos próximos 2 meses não vai dar, hohoho!
Ah, sim, e o pão? Bem... bom... ehehe... ficou "meio" firme, "meio" cru. Maldito programa de pães doces, deveria ter feito no programa de sempre. Ou ter só batido a massa na máquina e assado no bom e velho forno convencional. Essa receita não sobrevive à Mary Help. Requer mãos boas, coisa que nem eu e nem a máquina temos. Ou será que foi o chocolate? KKK
Mas nem tudo está perdido, dá umas rabanadas bem gostosas. Mergulha no ovo batido com leite (ou com vinho), frita, polvilha açúcar e canela. Já fiz isso com um pão australiano do supermercado, que era incrivelmente parecido com o meu pão desandado, e ficou uma delícia.
Agora com licença, vou entrar no meu abrigo anti-míssil e esperar passar o ataque vindo de PoA!
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
empresa, doce empresa
Depois de um bom tempo trabalhando em casa, acho que estou sentindo saudades de trabalhar em empresa. Vestir umas coisas mais alinhadas, cuidar melhor da aparência, um esmaltinho, batonzinho. Sapatos, bolsas etc. Afinal, sair para trabalhar não é só meter uma meia na cabeça, vestir uma camiseta furada e calçar um tênis sujão. Há que se ter em conta que nem todo mundo acha bacana esse tipo de espontaneidade.
E na hora que cansa ficar enrolando só pra despistar o chefe, basta dar um pulo na copa e fazer um update do que rola na empresa, no futebol, no mundinho de Caras (como dizia meu ex-cabeleireiro). Quem nunca curtiu uma fofoca do gerente, que dê a mão à palmatória. Quando ele sai com a gerente de RH para almoçar, surgem aqueles dias intermináveis de especulações na copa. Tipo, em que motel será que foi? Tudo isso para depois descobrir que eles estavam mesmo é elaborando a lista das demissões do mês e que os habitués da copa continuam a salvo, como sempre.
Viver em sociedade tem seus males necessários. E às vezes é bom e recomendável desligar o cérebro. Como diz um conhecido, Stay dumb, stay beautiful.
Apenas aproveitando o restante do dia com um update relâmpago: acho a empregada super inteligente. Nunca sai nada errado, principalmente com a louça e com coisas de ventosas. Acho que vou dar uma esponja de louça e um polvo de presente para ela.
Agora com licença, preciso trucidar certa pessoa. Trucidar, mas não matar.
Fui!
Voltei. Vou twitar aqui mesmo.
Contando de 1 ao googolplex e orando para certa pessoa ir embora antes de eu terminar. Até fazendo sinal da cruz.
E na hora que cansa ficar enrolando só pra despistar o chefe, basta dar um pulo na copa e fazer um update do que rola na empresa, no futebol, no mundinho de Caras (como dizia meu ex-cabeleireiro). Quem nunca curtiu uma fofoca do gerente, que dê a mão à palmatória. Quando ele sai com a gerente de RH para almoçar, surgem aqueles dias intermináveis de especulações na copa. Tipo, em que motel será que foi? Tudo isso para depois descobrir que eles estavam mesmo é elaborando a lista das demissões do mês e que os habitués da copa continuam a salvo, como sempre.
Viver em sociedade tem seus males necessários. E às vezes é bom e recomendável desligar o cérebro. Como diz um conhecido, Stay dumb, stay beautiful.
APRIL FOOLS!!!
Apenas aproveitando o restante do dia com um update relâmpago: acho a empregada super inteligente. Nunca sai nada errado, principalmente com a louça e com coisas de ventosas. Acho que vou dar uma esponja de louça e um polvo de presente para ela.
Agora com licença, preciso trucidar certa pessoa. Trucidar, mas não matar.
Fui!
Voltei. Vou twitar aqui mesmo.
Contando de 1 ao googolplex e orando para certa pessoa ir embora antes de eu terminar. Até fazendo sinal da cruz.
Terça-feira, 10 de Março de 2009
overdose de cafeína
Hoje, ao encontrar um amigo, lembrei-me dos políticos populistas. Um deles disse, certa vez, que um político deve ter bom estômago, para comer tudo o que as pessoas lhe oferecem. Pois sim... tenho uma contribuição a oferecer: caso seu estômago não seja bom, nunca satisfaça suas vontades gastronômicas antes de sair de casa.
De manhãzinha, coei um delicioso cafezinho aromático em casa e bebi café com leite com ele em vez de usar pó. Depois peguei uma xícara de café preto, hummm. Saí de casa. Fazendo umas compras, encontrei meu amigo e começamos a conversar. Estava indo longe, então entramos na Starbucks para bater papo. Como ele ia pagar a bebida, para não abusar, pedi o item mais em conta do cardápio: o espresso. Sem comida.
Sensações semelhantes à de hoje senti apenas duas vezes na vida. A primeira foi quando tomei cerveja em jejum, em uma festinha de aniversário, em um clube de campo. Felizmente tinha redes nas árvores e eu pude me largar em uma delas e ter a sensação de estar em um bote em alto mar, oscilando a menos de 1 Hz (esse papo do 1 Hz dá assunto suficiente para um post inteiro). A segunda eu achava ter sido uma overdose de café, mas agora sei que se tratava apenas um pequeno abuso. Nem me lembro mais de como eu fiquei naquele estado. Cheguei para a aula de alemão falando e gesticulando muito rápido. Eu queria desacelerar, mas não conseguia. O mundo não girava, apenas me parecia lento demais. E nada mais além disso.
Hoje o negócio foi animal. Meu twitter mostra bem essa viagem ao inferno. Logo que o espresso caiu no estômago, a mesinha da Starbucks começou a flutuar e os cafezinhos do dia começaram uma rebelião no estômago. Some as duas situações do parágrafo anterior e eleve-as ao googolplex. Pronto. Voltei para casa tremendo feito uma louca, arrumei armários, digitei um monte (BTW preciso revisar tudo isso), xinguei mãe, call center, faculdades de esquina e até Darwin e as baratas. E antes disso tudo acabar, fui sacar dinheiro no caixa eletrônico de um banco que eu não uso muito e quase travei o cartão. Quaaaaase.
Felizmente ainda estou viva para contar dessa overdose. Basta agora esperar o sono chegar. A fome, pelo menos, já voltou. Da próxima vez que eu vir uma Starbucks, vou mudar de lado da rua.
De manhãzinha, coei um delicioso cafezinho aromático em casa e bebi café com leite com ele em vez de usar pó. Depois peguei uma xícara de café preto, hummm. Saí de casa. Fazendo umas compras, encontrei meu amigo e começamos a conversar. Estava indo longe, então entramos na Starbucks para bater papo. Como ele ia pagar a bebida, para não abusar, pedi o item mais em conta do cardápio: o espresso. Sem comida.
Sensações semelhantes à de hoje senti apenas duas vezes na vida. A primeira foi quando tomei cerveja em jejum, em uma festinha de aniversário, em um clube de campo. Felizmente tinha redes nas árvores e eu pude me largar em uma delas e ter a sensação de estar em um bote em alto mar, oscilando a menos de 1 Hz (esse papo do 1 Hz dá assunto suficiente para um post inteiro). A segunda eu achava ter sido uma overdose de café, mas agora sei que se tratava apenas um pequeno abuso. Nem me lembro mais de como eu fiquei naquele estado. Cheguei para a aula de alemão falando e gesticulando muito rápido. Eu queria desacelerar, mas não conseguia. O mundo não girava, apenas me parecia lento demais. E nada mais além disso.
Hoje o negócio foi animal. Meu twitter mostra bem essa viagem ao inferno. Logo que o espresso caiu no estômago, a mesinha da Starbucks começou a flutuar e os cafezinhos do dia começaram uma rebelião no estômago. Some as duas situações do parágrafo anterior e eleve-as ao googolplex. Pronto. Voltei para casa tremendo feito uma louca, arrumei armários, digitei um monte (BTW preciso revisar tudo isso), xinguei mãe, call center, faculdades de esquina e até Darwin e as baratas. E antes disso tudo acabar, fui sacar dinheiro no caixa eletrônico de um banco que eu não uso muito e quase travei o cartão. Quaaaaase.
Felizmente ainda estou viva para contar dessa overdose. Basta agora esperar o sono chegar. A fome, pelo menos, já voltou. Da próxima vez que eu vir uma Starbucks, vou mudar de lado da rua.
Quarta-feira, 4 de Março de 2009
arroz doce e a mania de blogar sobre comida
Dois litros de leite A na geladeira: meu filho não gostou. Dos 3 comprados, conseguimos dar conta de 1 (bebendo e cozinhando) e ficaram 2 para a data de vencimento. Veio-me a idéia de fazer arroz doce, assim não perco 2 litros de leite tão bom e posso congelar em potinhos.
Fiz uma busca no Google e encontrei várias receitas, mas uma veio bem a calhar, por levar exatos 2 litros de leite. É esta receita aqui. Dando uma olhada na lista de ingredientes, percebi que tinha coisas sobrando na história: creme de leite e leite condensado. Leite condensado + 2 xícaras de açúcar??? Eu queria arroz doce, não rapadura branca! Mas gostei da parte das gemas. Então preparei há pouco com:
2 xícaras de arroz
2 xícaras de açúcar
2 gemas
2 litros de leite
600 ml de água (para compensar a água dos outros ingredientes)
1 pedaço de canela em pau
Primeiro, misturei as gemas ao arroz cru (eu lavei antes disso), até ficar bem uniforme. Depois, comecei o cozimento com a água, a canela e 2 xícaras de leite. Depois, como num risoto, fui acrescentando leite até o arroz cozinhar. Só então coloquei o restante dos 2 litros de leite e o açúcar, esperei levantar fervura e desliguei o fogo.
Nem preciso dizer que temos arroz doce até o próximo milênio. Mas ficou bem gostoso, suave. Poderia levar até menos açúcar, 1 xícara e meia, por exemplo.
Enquanto cozinhava o meu risoto lácteo doce, pensei na questão de blogar tanto sobre comida e receitas. Por quê? Porque não se vive sem comida. É recomendável fazer pelo menos 3 refeições por dia, com uma carga de nutrientes variada e grande. Fibras. Líquido. Controlar o sal. Pouca gordura. Etc. etc. etc. Carboidrato. Enfim, pensar na comida pode ser um porre, ou um grande prazer a ser compartilhado. E cá estou eu com mais comida no blog, porque hoje foi prazeroso cozinhar. Nos dias de porre, muito mais numerosos, falo do miojo e das minhas esculturas.
Fiz uma busca no Google e encontrei várias receitas, mas uma veio bem a calhar, por levar exatos 2 litros de leite. É esta receita aqui. Dando uma olhada na lista de ingredientes, percebi que tinha coisas sobrando na história: creme de leite e leite condensado. Leite condensado + 2 xícaras de açúcar??? Eu queria arroz doce, não rapadura branca! Mas gostei da parte das gemas. Então preparei há pouco com:
2 xícaras de arroz
2 xícaras de açúcar
2 gemas
2 litros de leite
600 ml de água (para compensar a água dos outros ingredientes)
1 pedaço de canela em pau
Primeiro, misturei as gemas ao arroz cru (eu lavei antes disso), até ficar bem uniforme. Depois, comecei o cozimento com a água, a canela e 2 xícaras de leite. Depois, como num risoto, fui acrescentando leite até o arroz cozinhar. Só então coloquei o restante dos 2 litros de leite e o açúcar, esperei levantar fervura e desliguei o fogo.
Nem preciso dizer que temos arroz doce até o próximo milênio. Mas ficou bem gostoso, suave. Poderia levar até menos açúcar, 1 xícara e meia, por exemplo.
Enquanto cozinhava o meu risoto lácteo doce, pensei na questão de blogar tanto sobre comida e receitas. Por quê? Porque não se vive sem comida. É recomendável fazer pelo menos 3 refeições por dia, com uma carga de nutrientes variada e grande. Fibras. Líquido. Controlar o sal. Pouca gordura. Etc. etc. etc. Carboidrato. Enfim, pensar na comida pode ser um porre, ou um grande prazer a ser compartilhado. E cá estou eu com mais comida no blog, porque hoje foi prazeroso cozinhar. Nos dias de porre, muito mais numerosos, falo do miojo e das minhas esculturas.
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