segunda-feira, 1 de agosto de 2011

espumante. eu, não a bebida.

Opa, convidei leitores novos, é bom fazer uma faxina para tirar as teias de aranha, as crostas de mofo e, sobretudo, todo esse cheiro de comida... ainda bem que não andei escrevendo sobre escabeche nem natô.

Já botei o título deste post no facebook, acabei de twitar. Achei que merece um desenvolvimento, para ver se consigo fazer descer esse colarinho. Navegar é preciso, desopilar o fígado também.

Mas não há motivo para preocupação, não vou falar do que me deixou espumante. Eu nunca me esqueço de algumas cenas de "Apertem os cintos, o piloto sumiu": aquelas em que o cara conta a história dele e a pessoa ao lado morre enquanto escuta. Acho esse nonsense muito engraçado, porque é assim que eu me sinto quando algum nobody-loves-me desembesta a choramingar em cima de mim. E eu sou um tipo de ímã disso. Devo ter cara de irmã de caridade, c'est pas possible.

Uma das MHs que passou por aqui era uma pessoa cuja trajetória passou de funcionária bem remunerada e bem casada, para microempresária que acabou se estrepando na sociedade com familiares, para faxineira divorciada dona de n-pi bichos de rua adotados e alojados em um apartamento de 50 m2. Muito ódio no coração. Muito a chorar. Quanto a mim, muita vontade de morrer de tanto ouvir a mesma coisa tantas vezes a cada semana. Tá, tá, a vida dela era ruim. Nas primeiras vezes, até fiquei com pena da mulher. Mas não precisava acabar com os meus sábados, né? Eu trabalho por conta, contratamos a faxineira para eu poder trabalhar mais e melhor e a peste parava tudo para encostar em mim feito alma penada. Apéhrtchem os cintchos, a raponêza mórreu! Mórreu de tédio e mórreu de fome, porque não conseguiu trabalhar! Nessa época, eu até entrei numa comunidade do orkut chamada "Eu odeio a minha empregada", só para descer a lenha junto com a tchurma e me divertir um pouquinho. Depois comecei a sair quando ela chegava e voltar depois que ela saía. E por fim, quando a coisa ficou insuportável de verdade, baixou a megera em mim e ela se foi antes que eu pudesse cobrar os prejuízos das coisas quebradas e desaparecidas. Tinha feito até uma listinha!

Tem também as pessoas das filas de banco, do correio, do supermercado. Ah, a fila do caixa de 20 volumes do Carrefour, quanta coisa acontece... tem dias em que eu encarno o cara que faz as pessoas morrerem, just for fun. Or for liver desopilation. Whatever.

Mas o certo mesmo é que o colarinho faz o chopp ficar geladinho por mais tempo. Sem espuma, não tem graça!

1 comentários:

martina disse...

ba.
gente sofredora que reclama ainda é mais fácil de aturar do que gente rancorosa que se acha perseguida e fala mal do mundo.